Secretário de Estado propõe convivência harmoniosa com a estiagem

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Ayres lembrou de cadastramento para o recebimento de carro pipa. (Foto: Júnior Santana)
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Texto: Nigel Santana 

 

Membros do Comitê da Seca se reuniram, na manhã desta terça-feira (18), na Secretaria de Estado da Segurança Pública para que seus integrantes apresentassem as propostas iniciais para acrescentar no cronograma dos trabalhos presididos pelo major CB da Defesa Civil, Moisés Melo.

O secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Alexandre Ayres, colocou para os demais membros uma série de proposições. Um delas versa sobre o planejamento do estado para a convivência com a seca.

O secretário argumentou que o fenômeno da estiagem ocorre anualmente no estado e a prioridade é traçar metas de prevenção ao invés de iniciar um combate à seca.

“Não adianta combatermos um fenômeno natural que ocorre todos os anos. É preciso aprender a conviver com a seca por intermédio de planejamento de ações para que na escassez de chuvas os moradores das regiões Agreste e Sertão não sofram prejuízos com a ausência de água”, esclareceu Ayres.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos traz propostas em duas vertentes para harmonizar a relação entre homem e natureza neste período difícil.

“Atuar de forma efetiva para conviver com a estiagem a partir de dezembro, realizando um levantamento imediato das cidades para credenciá-las a receber água do caminhão pipa, diminuindo assim os trâmites burocráticos no momento em que os problemas estão ocorrendo”, propôs o secretário.

Ainda em sua fala, Alexandre Ayres deu prosseguimento ao leque de prioridades programáticas para análise do Comitê da Seca diz respeito à captação de águas do Canal do Sertão e mananciais do estado.

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O secretário de Meio Ambiente justificou aos integrantes do comitê que o governo tem alto custo com a manutenção do canal, no entanto, a água captada pelos caminhões pipas é retirada do Canal do Sertão de maneira gratuita.

“Precisamos organizar esta cadeia de abastecimento porque as pessoas cadastradas pelo Estado recebem para realizar o transporte da água para as famílias e ainda retiram o recurso do próprio canal”, frisou.

Vale lembrar que está em debate a taxação da captação de água, também pela Companhia de Abastecimento e Saneamento de Alagoas [Casal], grandes agricultores, porém, “subsidiaremos este valor para o pequeno agricultor em decorrência de sua situação produtiva periclitante por causa da seca”, sugeriu o secretário.

Além de colocar ao entendimento dos membros do Comitê da Seca, as possibilidades em benefício dos moradores do Agreste Sertão, o secretário Alexandre Ayres citou programas da Semarh, a exemplo do Programa Água Doce (PAD), Perfuração de Poços e Recuperação de Nascentes que também serão utilizados em contribuição a quem está convivendo com a estiagem no estado.

As sugestões postas pelo secretário Alexandre Ayres foram corroboradas pelo presidente do Comitê da Seca, o major Moisés Melo, coordenador da Defesa Civil Estadual.

Segundo o major, quanto mais o estado atuar em integração, os agricultores terão maiores possibilidades de conviver com um problema climático com uma série de ações planejadas em benefício de suas famílias.

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