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Sete-cores são resgatados de traficantes de animais silvestres

Os caçadores e traficantes de animais silvestres continuam a desafiar a rigorosa legislação ambiental vigente no Brasil, talvez porque ela não seja seguida ao pé da letra como deveria e muitos deles pagam fianças e ficam soltos tranquilamente e volta a praticar os crimes ambientais.

Semana passada duas operações realizadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com o apoio do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) conseguiu resgatar cerca de 850 animais silvestres, entre ele o saíra-sete-core pássaro que está na relação de estrito risco e extinção.

Os municípios de Murici, Messias, Flexeiras, Novo Lino, Branquinha, União Dos Palmares e São José. Região que compõe a Área de Proteção Ambiental (APA) de Murici, foram alvo das ações dos órgãos ambientais.

Durante a Operação, três caçadores foram presos em flagrante, bem como a apreensão de dez espingardas, dezessete armadilhas e carcaças de animais abatidos. Além de 420 gaiolas e alçapões que foram destruídos. No total, 355 animais silvestres foram apreendidos, entre eles oito pássaros saíra-sete-cores, espécie ameaçada de extinção.

Foram aplicadas 14 multas para um total de R$ 132 mil. Os agentes afirmam ainda que a Operação Curupira 10 deve continuar com datas já determinadas. As ações visam combater o tráfico e a caça ilegal, para assim garantir a sobrevivência de animais silvestres na natureza.

Operação Opará

A fiscalização promovida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com cooperação de IMA e BPA possibilitou a Operação Opará, termo utilizado por comunidades indígenas para se referir ao rio São Francisco. As ações de fauna e flora contaram com a participação do órgão ambiental do Estado.

A Operação percorreu 12 cidades das regiões Agreste e Sertão em 12 dias, 17 a 28 de novembro. Foram mais de 500 animais silvestres resgatados, em sua maioria aves, entre eles o Pintassilgo-do-nordeste (Spinus yarrellii), ameaçado de extinção. A criação amadora de passeriformes nativos só pode ser exercida mediante a licença SisPass, que pode ser concedida de forma totalmente digital.

Também foram vistoriadas 34 áreas distintas de flora, equivalente a 1.056,32 hectares, com suspeita de infração ambiental. As equipes do IMA, Ibama e BPA constataram diversos casos de desmatamento, com ou sem o uso do fogo, a destaque de um alvo em Cacimbinhas que destruiu 43,2 ha, acarretando multa de R$ 44 mil.

Importante salientar que a supressão de vegetação pode ser legal, quando realizada mediante autorização prévia do órgão ambiental competente, evitando assim crime passível de auto de infração.

Todos os animais apreendidos nas duas operações foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Maceió, para receber cuidados adequados da equipe multidisciplinar do IMA e Ibama. Os responsáveis por danos à vegetação natural foram autuados e deverão se comprometer com alguma forma de compensação às áreas destruídas, além do pagamento de multa.

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