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Sindicato pede suspensão de plano de reestruturação da TAP

 Trabalhadores da TAP pediram através do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) quer que o plano de reestruturação da TAP seja imediatamente suspenso para ser discutido e reavaliado antes de ser enviado para Bruxelas.

Num comunicado divulgado pela Lusa, o SNPVAC defende que  a TAP é estratégica para Portugal e para a economia portuguesa, e que a sua reestruturação não deve ser realizada ao abrigo das orientações sobre auxílios de Estado a empresas em dificuldade, já que se trata de um evento excepcional, motivado pela pandemia, o que seria compatível com as ajudas públicas.

“É nesse âmbito que a TAP deveria ser enquadrada tal como estão enquadradas a esmagadora maioria das companhias aéreas europeias”, aponta o sindicato, considerando que “a atual aplicação de auxílios de Estado a empresas em dificuldades serve apenas para mitigar o extraordinário impacto da pandemia na procura por serviços de transporte aéreo de passageiros”.

O SNPVAC entende que a TAP não deve ser reduzida para dimensão que tinha em 2006/2007, como garante que prevê o plano de reestruturação da companhia, uma vez que se prevê que, passada a pandemia, a empresa “rapidamente vai recuperar para níveis de receita estrutural 50% acima tal como foi apresentado no plano de reestruturação”.

“Logo, o ajustamento não deve ser feito tendo por base uma realidade transitória, mais reduzida em resultado dos efeitos da pandemia, mas sim numa perspetiva pré-covid onde o setor mundial operava”, aponta ainda o sindicato.

O SNPVAC defende que o principal problema da TAP é “o seu desequilíbrio financeiro provocado pela renovação e expansão da frota nos últimos anos”, o que se agravou “pela necessidade de compensar o impacto negativo da Pandemia nas receitas da companhia”.

Segundo o SNPVAC, a reestruturação da TAP deve enfrentar esta situação, através de uma capitalização que permita que a empresa possa atuar no mercado de forma autónoma, sem ajuda pública.

“Não existe nenhuma possibilidade de resolver o desequilíbrio financeiro da TAP com cortes de custos com pessoal”, é sublinhado.

O sindicato lembra que desde que se começou a falar de um plano de reestruturação que tem alertado para a questão do enquadramento, assim como para a necessidade de uma injeção de capital.

Para o SNPVAC, o Governo e Bruxelas preparam-se para “desenhar” uma TAP que no fim do processo será novamente vendida a preço de saldo.

Recorde-se que o Governo tem de apresenta o plano de reestruturação da TAP à Comissão Europeia até à próxima quinta-feira, 10 de dezembro, com contrapartida para a aprovação de um empréstimo do Estado de até 1.200 milhões de euros à transportadora, devido às dificuldades causadas pela pandemia e pela paragem da aviação mundial.

Fonte: tripseek.news

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