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Ex-executivos da CVC Corp se defende de acusações

Os ex-executivos da CVC Copr Luiz Eduardo Falco, ex-CEO e ex-presidente do Conselho da CVC Corp, e Luiz Fernando Fogaça, ex-CEO e CFO da companhia, enviaram à imprensa seus posicionamentos em relação à recomendação do Conselho da CVC Corp de entrar com ações de responsabilidade contra os ex-administradores, por conta de erros contábeis nos balanços de 2015 a 2019, no valor de R$ 350 milhões. Falco e Fogaça enviaram comunicados em separado (leia abaixo) e se mostraram indignados com a recomendação do conselho.

“Como acionista relevante da CVC, vejo a companhia promover duas investigações sobre o mesmo tema, chegando a resultados similares, duplicando custos, tirando o foco da empresa do negócio e criando desgaste com quatro conselheiros que renunciaram. Os resultados apresentados agora pela CVC mostram como é urgente que a companhia tenha foco no negócio, com ações que mitiguem os impactos desastrosos da atual crise sanitária global”, disse Falco em seu posicionamento.

Um trecho do comunicado de Fogaça diz que “importante ressaltar, por outro lado, a conclusão divulgada pela CVC na última sexta-feira, deixando claro que a investigação interna não identificou manipulação de resultados ou ação dolosa (intencional) dos administradores, ao contrário do que vinha sendo ventilado em algumas matérias na imprensa e mesmo comunicados anteriores da própria empresa”. “Durante minha gestão como CFO e como CEO, a empresa possuía auditoria externa, comitê de auditoria, comitê de tecnologia, comitê de gente e conselho fiscal, observando as melhores práticas de governança corporativa”, afirmou.

Também citados no documento para convocação da assembleia geral da CVC Corp, Leopoldo Saboya e Jacques Douglas Varaschim ainda não se manifestaram publicamente.

Luiz Eduardo Falco
Luiz Eduardo Falco

Leia abaixo a íntegra dos dois comunicados, de Luiz Eduardo Falco e Luiz Fernando Fogaça.

“A notícia de que o Conselho de Administração da CVC recomenda ação de responsabilidade contra ex-administradores pelo erro contábil me gera indignação e preocupação.

Ao longo dos meus sete anos na CVC foram geradas riquezas para a empresa e para os acionistas. Só de geração de caixa foi mais de R$ 1,2 bilhão no período (que não foi impactada pelo erro contábil). Os acionistas aprovaram todos os contratos de remuneração, de opções e todas as prestações de contas nas respectivas assembleias.

Indignação também pelo fato de o erro contábil ter permeado todo o sistema de governança e controles, que incluía comitê de auditoria, comitê de tecnologia, conselho fiscal e conselho de administração, todos compostos por profissionais experientes. A empresa contou também, nesse período, com duas auditorias externas, EY e KPMG.

Lançamentos manuais estão presentes em todas as empresas de varejo, mas fazem parte dos mecanismos de controle interno e dos trabalhos de validação da auditoria externa.

Como acionista relevante da CVC, vejo a companhia promover duas investigações sobre o mesmo tema, chegando a resultados similares, duplicando custos, tirando o foco da empresa do negócio e criando desgaste com quatro conselheiros que renunciaram.
Os resultados apresentados agora pela CVC mostram como é urgente que a companhia tenha foco no negócio, com ações que mitiguem os impactos desastrosos da atual crise sanitária global.

Luiz Eduardo Falco, ex-diretor-presidente, ex-presidente do Conselho de Administração da CVC.”

Luiz Fernando Fogaça
Luiz Fernando Fogaça

“Recebo com surpresa e indignação a notícia de que o Conselho de Administração da CVC recomendou processo arbitral para responsabilizar ex-administradores da companhia por erro contábil.

Importante ressaltar, por outro lado, a conclusão divulgada pela CVC na última sexta-feira, deixando claro que a investigação interna não identificou manipulação de resultados ou ação dolosa (intencional) dos administradores, ao contrário do que vinha sendo ventilado em algumas matérias na imprensa e mesmo comunicados anteriores da própria empresa.

Durante minha gestão como CFO e como CEO, a empresa possuía auditoria externa, comitê de auditoria, comitê de tecnologia, comitê de gente e conselho fiscal, observando as melhores práticas de governança corporativa.

Ao longo dos dez anos em que trabalhei na CVC, contratei empresas de consultoria de primeira linha (PWC, EY, Deloitte, Accenture) para trabalhos de revisão de sistemas e processos contábeis, com acompanhamento do comitê de auditoria, conselho fiscal e conselho de administração. A companhia teve também nesse período duas empresas de auditoria externa das “Big Four” (EY e KPMG).

Durante minha gestão como CEO, liderei as iniciativas que detectaram os erros contábeis, investiguei incansavelmente o ocorrido e realizei, inclusive, a primeira divulgação perante a CVM em fato relevante.

Luiz Fernando Fogaça, ex-diretor-presidente e ex-diretor- financeiro da CVC”.

FONTE: PANROTAS

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