Santuário ecológico de Milagres ameaçado por obra de condomínio de luxo

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A chamada “Rota Ecológica” de Alagoas sofreu hoje uma das maiores agressões ao meio ambiente, com a abertura de uma enorme vala, na para de São Miguel dos Milagres, para serem colocados dutos de passagem de águas.

Uma ação que tem (pasmem!), licença ambiental concedida pelo Instituto Chico Mendes para Preservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto do Meio Ambiente (IMA). Para a população de Milagres e empresários do ecoturismo,  obra pode até ser legal, mas é imoral e truculenta do ponto vista do ecoturismo.

Vala foi aberta rasgando o solo onde tartarugas marinhas desovam

A ação foi realizada sem nenhum cuidado com o solo onde desova tartarugas marinhas, ou da vegetação nativa, demonstra a pobreza de conhecimento tecnológico de quem está construindo naquela área. Trata-se de uma tremenda estupidez cometida contra a harmonia do ambiente.

Atualmente a sociedade possui conceitos da engenharia moderna e a arquitetura extremamente criativa e inteligente, que buscam a harmonia entre moradias e a natureza.

Contudo o que foi realizado na Praia de São Miguel dos Milagres, ontem, foi um atestado de incapacidade técnica, em proporcionar desenvolvimento, sem agredir o meio ambiente, ou pelo menos buscar minimiza ao máximo dos danos. Foi um verdadeiro “estupro”, que ameaça o turismo sob o conceito ecológico naquela região.

População de São Miguel dos Milagres tentam impedir obra, mas são contidos por fiscais ambientais. 

Brutalidade

Na opinião de um empresário de turismo de Alagoas, com larga experiência e bastante respeitado no segmento a obra foi mau conduzida. “A colocação de bueiros na praia é de uma bestialidade tremenda. Não que a água que vai jorrar seja suja, mas por ser uma agressão ao ambiente escavando aquele santuário”, enfatiza ele.

“Estamos conversando com os empresários responsáveis pela obra para encontramos uma solução que não seja os bueiros, mas que se busque canalizar essa água pluvial para riachos que existem em abundância na região”, sugestiona ele. “Existe tecnologia para isso e os profissionais precisam se aperfeiçoar neste sentido”, destaca ele.

Imagine um enorme bueiro na Praia de Milagres, jorrando água, seja limpa ou suja. Uma aberração que vai chocar quem passeia pela local. Poderá ser o começo da destruição daquele santuário.

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